2009-05-02

Organização alemã

Gosto do ar arrumado da Alemanha, da organização do território, nos campos, nas florestas, nas aldeias, nas cidades.

Talvez algumas pessoas se fartem de tanta organização ao fim de algum tempo, mas julgo que não seria o meu caso.

Desta vez gostei do edifício do aeroporto de Dusseldorf, com esta estrutura lateral que suporta um pequeno “combóio vaivém” automático. Gosto de ver a estrutura e ao mesmo tempo da ocultação parcial proporcionada pela rede metálica. Ao longe não sou incomodado pela estrutura mas posso vê-la com detalhe se me apetecer.




Os arquitectos têm tendência para viajar, já no tempo das catedrais o faziam, e lembro-me agora que as estações do combóio de Entrecampos e de Sete Rios em Lisboa também usam redes metálicas para esta função de ocultação parcial.

Gosto muito da luminosidade dos grandes espaços interiores dos edifícios modernos, como nalguns centros comerciais em Lisboa e como neste hotel, em que também gosto muito do aspecto geral do espaço, simples sem ser monótono. Os hotéis são os palácios do nosso tempo.




Vejo com cada vez maior frequência a existência de terra, onde foram colocadas plantas, nas coberturas dos edifícios, penso que será para melhorar o isolamento térmico, como neste caso, em que sobressai também o aspecto reluzente das infraestruturas técnicas. Afinal o Hundertwasser teria alguma razão...




Para finalizar deixo esta imagem, também no aeroporto de Dusseldorf, que me suscitou vários pensamentos:




- mesmo num país densamente povoado como a Alemanha, esta zona apresenta muito pouca gente, na Índia ver-se-ia muito mais e as pessoas mais parecem as figuras humanas de uma maqueta;
- achei muita graça quer às pedras brancas que cobrem os círculos de terra que rodeiam as árvores no passeio, quer à fusão de dois dos círculos formando uma espécie de um oito, é o género de pormenor organizativo a que acho tanta graça na Alemanha;
- surpreende-me sempre a existência daqueles pilaretes metálicos verticais que servem para evitar que os automóveis invadam os passeios, mostrando que a disciplina alemã afinal precisa de uns artefactos de suporte. Na realidade tenho visto lá pilaretes em sítios onde os condutores portugueses nem sonhariam em pôr os carros!

Não tenho a certeza de me ter ocorrido mostrar estas imagens por o Lutz ter em boa hora regressado à escrita, mas é bem provável.

1 comentário:

Helena Araújo disse...

Sobre os pilares de metal e a organização alemã, não resisto à piada barata: é por causa dos condutores estrangeiros...
;-)

Se gostou tanto dessas estruturas em vidro e metal em Düsseldorf, começa a ser tempo de vir ver Berlim. A sério!