2017-06-28

Gansos em fila indiana


Enquanto espero pelos resultados dos vários rigorosos inquéritos em curso deixo aqui uma imagem de Gansos a nadar em formação, não fazia ideia que fossem tão  disciplinados




2017-06-23

São rosas...






Visitei a Bélgica por uns dias onde passei por esta t-shirt marota que me fez lembrar a história do milagre que se conta com o rei D.Dinis e a rainha Santa Isabel em que levando ela qualquer coisa escondida teria dito ao marido "...são rosas senhor...".


A roupa, além de proteger do calor ou do frio e de outros agentes externos que podem agredir a pele, tem também a função de tapar/destapar partes do corpo e de eventualmente chamar a atenção para o que está tapado.


Googlei (roses t-shirt) e este modelo da H&M não apareceu. Nenhum dos encontrados tinha as rosas assim colocadas.







Posteriormente em Bruxelas passei por uma loja de roupa com raízes culturais magrebinas e constatei que também nesses nossos vizinhos se tenta por vezes chamar a atenção para o que está tapado.





2017-06-22

O mistério português


Chegou-me numa "cadeia" de mail um texto publicado no jornal "La Vanguardia" um texto em espanhol sobre Portugal e os Portugueses com alguma graça e perspicácia, em que apreciei sobretudo esta parte do texto:

«...
¿Cuáles son los retos actuales de la portugalidad? El lector ya se ha dado cuenta de que, en realidad, Portugal es un país inviable. Siempre lo ha sido. 
...»

Googlei esta parte e cheguei a este sítio com o texto que vinha no e-mail, publicado no jornal referido em 23-IX-09 da autoria de Gabriel Magalhães.

Na Aletheia tem esta nota sobre o autor: "Gabriel Magalhães nasceu em Luanda, em 1965. Em 2009, foi galardoado com o Prémio de Revelação da APE, na categoria de Ficção, pelo romance Não Tenhas Medo do Escuro. Autor de Madrugada na tua Alma, editado pela Alêtheia em 2012. É professor de literatura na Universidade da Beira Interior, na Covilhã. Casado e pai de uma filha. Colabora no jornal La Vanguardia, de Barcelona."



2017-06-11

Micro-tosta de queijo, tomate-cereja e orégãos


Em cima duma fatia de pão de forma sem côdea colocar fatias finas (cerca de 2mm) de queijo da ilha para cobrir o pão.

Cortar dois tomates cereja em 9 pequenas rodelas, notar que não é por acaso que chamei a isto uma micro-tosta.

Dispor as 9 rodelas numa matriz de 3x3. Polvilhar com orégãos. Levar ao forno a 170ºC e deixar fundir o queijo. Retirando do forno fica assim



Corta-se para individualizar cada rodelimha de tomate, ficando assim:



Dadas as quantidades quase infinitesimais talvez não engorde.




2017-06-10

Mausoléu de Khomeini


Fui ao Irão em Maio/2010, com receio de mais outra intervenção americana que partisse o país todo, à semelhança do que acontecera no Iraque, incluindo as ruínas do império persa do tempo de Dario e Xerxes e a deslumbrante arquitectura quer laica quer religiosa que tive a oportunidade de mostrar neste blogue em vários posts.

No regresso a Teerão vindos de Isfahan passámos pelo Mausoléu (35°32'56.38"N, 51°22'1.29"E) construído para guardar os restos mortais do ayatola Khomeini, descomunal como se pode ver facilmente no Google Earth usando as coordenadas que indiquei acima e na figura  seguinte.  Não resisto a observar que existe um conjunto apreciável de países em que não está disponível a “street view” do Google. A globalização não é ainda tão global como parece.



Lembrei-me agora disto pelo recente atentado do Daesh que fez 12 mortos e dezenas de feridos no Irão, no parlamento e neste mausoléu, mostrando mais uma vez a incorrecção das análises do actual presidente dos E.U.A., mostrando que o terrorismo de exportação actual é predominantemente sunita e não xiita. E que a exportação do terrorismo se faz sobretudo através da internet e da influência de mentes à distância e não através de migrações, dado que mais uma vez neste caso os terroristas eram cidadãos do país (Irão) vítima de terrorismo.

Não tenho simpatia pelo regime teocrático fundado por Khomeini que actualmente governa o Irão mas é compreensível a animosidade existente contra os E.U.A. dada a intervenção da C.I.A. no golpe de estado que depôs em 1953 o governo do Dr.Mossadegh, governo resultante de eleições democráticas, que nacionalizara os interesses petrolíferos estrangeiros no país.
 
Passei agora por um artigo na Newsweek onde se constata que 7 anos depois ainda prosseguem obras importantes no mausoléu pois ainda se vê o guindaste.

Existem outras cúpulas azul-turquesa neste complexo como a que se vê na figura


Não visitámos o interior do mausoleu, não sei se por ser difícil para turistas se por falta de tempo. Não consegui uma visão de conjunto do edifício por alguma falta de interesse.

A presença destas árvores de pequeno porte dificultaram a tomada de vistas do edifício mas existem pontos de onde se consegue uma boa perspectiva. E gostava que na Praça do Comércio em Lisboa existissem árvores destas para oferecerem alguma protecção do sol abrasador.

No lado esquerdo da 1ª imagem deste post aparece um bocadinho de uma tenda. Na realidade havia muitas, conforme se constata nesta imagem



Apreciei a limpeza e organização do espaço e surpreendeu-me que tanta gente passe uma noite numa tenda para visitar o mausoléu do ayatola Khomeini.

Tentei lembrar-me de mausoléus na Europa e só me consegui lembrar da ruína, de dimensão apreciável, do mausoléu do Octávio César Augusto em Roma.

Mausoléus recentes existem além deste o que é dedicado a Mao Zedong na praça Tiananmen em Pequim, o de Kemal Ataturk em Ankara na Turquia e, se considerarmos o volume de peregrinações que suscitavam, o pavilhão onde repousava o corpo embalsamado de Lenine na Praça Vermelha em Moscovo.

O mausoléu do imperador Meiji em Tóquio também suscita excursões respeitosas como mostrei aqui onde refiro a surpreendente Declaração de humanidade do imperador Hirohito.

Recuando um pouco mais no tempo teremos o Taj Mahal na Índia e o mausoléu de Umayun em Delhi mas estes atraem pela qualidade arquitectónica. E não vou referir monumentos mais antigos.

Fiquei a pensar porque não existirão mais mausoléus na Europa e congratulo-me com tal facto.

Toda a gente morre e embora se devam tratar com respeito os defuntos, a memória deles deve estar nas recordações do que fizeram em vida e não em monumentos depois da morte.


2017-06-06

O futuro do carvão


O futuro do carvão é a diminuição da sua produção, visto que se destina principalmente à geração de electricidade.

Quer os EUA (Estados Unidos da América) mantenham o cumprimento dos objectivos dos acordos de Paris para minimizar as alterações climáticas, quer não o façam, o futuro das minas de carvão nos EUA é o encerramento progressivo.

Chegam notícias por todo o lado da renúncia à construção de novas centrais térmicas a carvão, foi desta vez o caso da Índia que neste artigo do Indian Times referido pelo António Vidigal se refere o cancelamento da construção de centrais térmicas nesse país, que teriam uma potência total de 14 GW, dado o já menor custo de soluções com painéis solares fotovoltaicos.